segunda-feira, 23 de abril de 2007

Semana começando, mes acabando



"Comece fazendo o que é necessário.
Depois, o que é possível e, de repente, você está fazendo o que é impossível."

São Francisco de Assis

domingo, 22 de abril de 2007

Make up


Hair Brush
Eyeliner
Blush
Lipgloss
Eye mask
Body splash
high shoes
Skinny pants

Ready to party.

Look me really in the eye. Look the moon outside. Feel de smell of the rain that had just falled.
What will I look for tonight? Really? From the heart?
I couldn't find it outside.

A call from friends.
A dificult "no" that I said became de free "no" that I felt.

Remove all the make up, one by one. (I look so pretty even without them, it's not the make up, it's me!!)
My pijamas
My popcorn
My spiritual dvd

That's me tonight. Really me, and my chase is done.

Tentando juntar muitas peças


Essa semana ouvi de uma pessoa: O verdadeiro poder está em saber resistir as satisfações imediatas em prol de algo maior que elas. Seria o posso fazer, ter, estar mas não quero porque isso apenas vai me satisfazer por alguns minutos.
Segundo essa pessoa, a verdadeira satisfação vem dos desafios superados e a real sensação de poder pessoal de cada pequeno desafio que superamos a cada dia, inclusive os do posso mas não quero.
Paralelamente li na Folha um artigo do Contardo Caligaris que fala que" pesquisa mostra que a culpa mais dolorosa é o lamento por não termos agido como queríamos". Dentro desse outro raciocínio poderia ser o quero, mas por algum motivo não posso.

Falo sobre isso porque tem sido uma das grandes reflexões pra mim. Isso se mistura a uma série de outras questões que no fundo desembocam na mesma dúvida: o agir pelo coração simplesmente deve ser em que momento? E o racionalizar em qual outro? (Apesar de ficar de antemão bem racional colocado dessa forma). Ceder aos impulsos para não se arrepender depois, ou ser sensata, para não fazer algo que se arrependa?
Minha vida tem sido um posso mas não quero salpicada de muitos quero mas não posso. E alguma culpa no meio.
Eu acredito que realmente o verdadeiro poder reside naquele em que conseguimos ter domínio de nós mesmos, principalmente do ego. É importante ter uma certa seletividade, um certo critério nas escolhas porque senão elas não seriam escolhas e sim impulsos. E não acredito hj que qdo decidimos verdadeiramente por impulso estamos em liberdade. Estamos em liberdade quando escolhemos com consciência.
Quando entra em cena o quero mas não posso, no meu caso, geralmente é por conta de limitações pessoais, de culpa sentida mais do que por fatores externos. Então chego a concluir que podemos qualquer coisa nessa vida, vencidos esses entraves anímicos, muito mais que os físicos e psicológicos. Quando a alma grita, nem a psique segura. Quando a alma voa, o físico perde sua soberania. (Lembrei daquela maravilhosa cena de Mar Adentro, ele deitado na cama mas andando na praia, voando sobre os campos...).
Aí entra o agir pelo coração, ele conecta com a alma. Então concluo que o senso mais comum de que agir pelo coração é por impulso, não confere com a minha leitura. Agir com o coração pra mim é agir de forma bem conectada com a alma, com muita consciência e isso pode até dar o impulso para alguma ação mas não é o impulso que aciona o coração.

Isso é um desafio e tanto. Silenciar a ponto de apenas ouvir o coração e a alma e aí tomar as grandes decisões da vida.
Na minha leitura do texto do Contardo, a culpa que vem do não ter agido como queríamos é do não ter agido pelo coração, pela alma. Então a cada momento de decisão seria bom perguntar a si mesmo: Quem te chama a agir? E talvez as chances de arrependimento e culpa diminuam muito.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Leilao de Jardim

"Quem me compra um jardim
Com flores?

Borboletas de muitas
Cores,

Lavadeiras e
Passarinhos,

Ovos verdes e azuis
Nos ninhos?

Quem me compra este
Caracol?

Quem me compra um raio
De sol?

Um lagarto entre o muro
E a hera,

Uma estátua da
Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?

E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?"

Cecília Meireles

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece

Até quando vc vai pular de galho em galho?
Se é o sonho, siga.
Acho que chegou a hora de decidir.
Decida pela alma.
Olhe os tumitinhas e desenhe a mão.
Comemore cada detalhe e esqueça do fim.
Ficar em silêncio.
Esvaziar-me de mim mesma.
Soltar as rédeas.
Entregar, fluir.
Dobrar o joelho em humildade.
Quando a gente sente dor, a gente se encolhe. Então alongue, então faça rolamentos para soltar a espinha.

Ouvi muitas e muitas coisas esses dias. Agradeço ao Universo por esses seres de luz que cruzam meu caminho. Eles vêem tão explicitamente o que eu vou cavando e não consigo achar. Preciso e quero respirar essa semana. Ficar um pouquinho longe do barulho externo e sossegar o interno. Quero realmente optar, escolher, as minhas escolhas.
Por que dá tanto medo? Fazer as nossas escolhas e não o que o barulho diz? Por que dá tanto medo, seguir o coração? Parece que quando somos mais racionais estamos mais protegidos...
O medo é de dar certo ou de não dar?

"Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é que somos poderosos além de qualquer medida.
É a nossa Luz, não nossas trevas,
o que mais nos apavora.

Você é filho do Universo.
Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo.
Não há iluminação em se encolher
para que os outros não se sintam inseguros quando estão perto de você.
Nascemos para manifestar a glória do Universo que está dentro de nós.

Não está apenas em um de nós: está em todos nós.

E conforme deixamos nossa própria Luz brilhar, damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.
E quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença, automaticamente,
libera os outros."

Nelson Mandela

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Medo de perder x esperança de ganhar

Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu. (...)
Mas isso (tristes de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender...

(Alberto Caeiro)

Obrigada anjos.

Hj 1 a 0 pra esperança.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Paciencia

"Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei a vida não para
A vida não para

A vida não para."

O caminho mais fácil não tem valido a pena. O caminho mais difícil me envolve em nós.
Tenho procurado o caminho da simplicidade, e ele mexe, remexe, machuca, alivia.
Fico com raiva de mim mesma quando não percebo antes o que estava na cara. A princípio parece a saída mais fácil, depois vai ficando difícil de digerir e termina assim, com sensação de vazio.
Inspirando e expirando hj, brincando de trapézio, vou voltando ao caminho. Um nó na garganta de tudo que não disse, e por que engoli?
Nossa, preciso muito de paciência. Comigo, com os outros, com o que não tem a ver, com o que não sei, com o que acho que sei muito bem, com os erros, com os acertos. E hoje principalmente tenho que me perdoar pelas escolhas que se mostraram fora do que eu intencionava, mais, fora do que eu esperava. O diacho da expectativa. Paciência com essas expectativas todas que me geram mais e mais frustrações. E muita atenção as rapidamente atendidas porque ah que sensação boa! Parece que tá tudo sob controle, ali a disposição, sem muito esforço.

Como é difícil ser simples. Reduzir ao que é e não é. Trabalhar a escolha quando tem um monte de possibilidades a sua frente e quando não tem nenhuma e eu quero inventar. Nossa como hj é desafiador deixar fluir? Boiar um pouco, engolir um pouco de água até, mas sei lá, let it be...
No final das contas Páscoa é renascimento. E banho de mar uma grande limpeza. Acho que simplificando assim posso ter mais parcimônia com esses sentimentos todos misturados.
Tudo o que quero essa semana é nada. É vazio de mim mesma. E ver o que sobra.


Caminho - escolha - frustração ou satisfação - culpa ou vaidade - VAZIO.
Caminho - escolha - presença - serenidade - PAZ.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Os girassois estao chegando


Nunca me senti tão perto do meu campo de girassóis.
Eles estão por toda a parte. Me guiaram lá atrás quando eu tava no escuro sem saber o caminho.
Agora, quando achei que estava perdida, eles voltam com seus sinais. Eles me olham de frente, enormes, me consumindo.
Me invadem e existem dentro de mim.
Sábio vc que me disse que eles não me esperavam no desconhecido, que eles estavam dentro da minha casa.
Sábio vc que dizia, quando colhermos flores isso será uma alegria e uma verdade pra mim.
Sábia eu, quando descobri que esse campo era meu. Habitava meu idílio, e quem por ele passava era uma companhia.

I belong to him. Only me.

Vcs não estão por perto hj. Hoje estou feliz, o primeiro passo concretizado.
Alegria profunda, conexão, paz, sem medo, sem receio, o foco é essa imensidão de girassóis que me espera.
Vou andar entre eles, tocar um por um, respirar o perfume, mergulhar na beleza, flutuar.

Quero que cada um de vcs receba um enorme girassol, com uma grande verdade no meio.